sábado, 3 de julho de 2010

Dizem que uma vez surgiu esse velho nessa cidade e que ele já era assim: velho.
Nunca ninguém o viu novo. Até viram, por foto, tão velha que então dava na mesma, ele era velho.

Dizem que ele tinha dois nomes, mas o conheciam mesmo era pelo sobrenome. Uma coisa nem tão estranha se parasse para avaliar a figura em que ele se apresentava. Bem estranho.

Dizem que ele era amigo do rio. Amigo de vários rios, na verdade. E diz que antes de sumir ele foi visitar o rio.
O que ele disse? Não faço a menor idéia, mas a voz dele ainda toca em meus ouvidos igualzinho como quando antes de sumir. Primeiro a voz, depois o velho.

Às vezes é tão claro que parece estar logo ali. Tenho medo de esquecer essa voz. Essa e uma outra.

Eu acho que o velho é aquele bolinho de estrelas mais claro no verão.

Um comentário:

  1. "Talkin' to herself, there's no one else who needs to know; she tells herself..
    Oh...
    Memories back when she was bold and strong
    And waiting for the world to come along..."

    This is a wild world...don't be afraid...

    take care...

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