sexta-feira, 30 de julho de 2010

ira

estoy borracha.
merda, o antibiótico. merda.
"vocêm e ligou naquela tarde vazia e me valeu o dia".

quarta-feira, 28 de julho de 2010

on call

Ingresso pro Kings of Leon compradíssimo!
De lambuja, Dave Matthews Band!
Iéié, preparar as botas!

I'm gon' brawl, so be there.
One for all, I'll be there.

And when they fall, to pieces.
Lord you know, I'll be there laughing.

terça-feira, 27 de julho de 2010

good night

A Lua Cheia hoje está sensacional.
Sabe, por muito tempo tive preconceito com céus de outros lugares que não a Ilha.
Até que me falaram de um céu num estado próximo que é o mais bonito, principalmente no inverno.
Em Londrina também pude ter uma satisfação em observá-lo por alguns lugares. Uma sacada e um restaurante universitário, principalmente.
Até mesmo o céu de São Paulo me deu algumas boas visões e com este eu tinha o meu maior preconceito.
Ainda virão vários desses. Céus e preconceitos tolos quebrados.

Mas como está bonito, claro.
Copo d'água e cama!

segunda-feira, 26 de julho de 2010

eternal sunshine of the spotless mind

quotes:

Joel: I had a really nice time last night.
Clementine: Nice?
Joel: I had the best fucking night of my entire fucking life, last night!
Clementine: Thaaaat's better!


Clementine: I wish you'd stayed.
Joel: I wish I'd stayed, too. NOW I wish I'd stayed. I wish I'd done a lot of things. I wish I'd... I wish I'd stayed... I do.

Clementine: You don't tell me things, Joel. I'm an open book. I tell you everything, every damn, embarrassing thing.


Joel: I don't see anything I don't like about you.
Clementine: But you will! But you will, and I'll get bored with you and feel trapped, because that's what happens with me.
Joel: Okay.


Joel: Look at it out here, it's all falling apart. I'm erasing you and I'm happy! By morning, you'll be gone.

domingo, 25 de julho de 2010

sobre a saudade e corações partidos

Desde o dia da volta tenho evitado certas coisas.
Contato familiar, conversas íntimas.
Desde ontem, não consegui evitar.
A conversa no Pinheirinho, rasa, mas dolorida.
Doeu também quando falaram no churrasco da família como se ainda fizesse parte.
Não têm culpa, quase ninguém sabe.
E falam sorrindo, coisas de quem gostou de ter conhecido. Quem não conhece fica curioso.
Então sorrio também. E evito o contato visual.

Vontade de te contar tudo.
Já esqueci o seu cheiro e a sua voz.


terça-feira, 20 de julho de 2010

death and all his friends

negação
raiva
barganha
depressão
aceitação.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

+1 = 13

consegui ouvir algumas músicas hoje.
baladinhas tristes, mas ouvi.
choveu.


playlist:
wilco - how to fight loneliness
elliott smith - miss misery
wolfmother - vagabond
the smiths - please, please, please let me get what I want
wilco - you and I
snowpatrol - chasing cars
the smiths - there is a light that never goes out
coldplay - the scientist


acho que Wilco te agradaria, faltou um CD.

terça-feira, 6 de julho de 2010

hearts and thoughts they fade, fade away

E depois de muito pensar e de muito sofrer, ela começou a se despedir.



Lavou a louça e as roupas pela última vez. Arrumou o quarto e cheirou cada uma das roupas, olhando para as mesmas com saudade.



Arrumou-se para ele pela última vez e esperou que chegasse.



Estava doendo, pois sabia que seu dia tinha sido agradável e a conversa que teriam, nem tanto.



Por isso, sugeriu que fossem pela última vez ao fast-food e se divertissem comendo porcaria e conversando porcarias.



Então veio a conversa. Apesar de todas as boas coisas que foram ditas, ainda parecia o certo a ser feito. E foi feito.



E ele a seguia pelo apartamento, perdido.



E ela sugeriu que vissem o último filme. E por que, meu Deus, aquele filme? Por quê? Se lembrou da conversa sobre amor quando assistiram O Poderoso Chefão.



Pediu para que se deitasse em seu colo, fez festinha em seu cabelo.



No quarto, sugeriu o dia seguinte e tentou se conter e fazer parecer natural em meio ao desespero dele.



Dormiram e ela se sentiu pequena em seu abraço. Acordou algumas vezes para vê-lo dormir.



Pela manhã, conversaram mais um pouco e se arrumaram para o almoço.



Ela pediu para que trocasse de calça e perguntou se poderiam ir de carro.



“É por causa do salto?”



Após um breve silêncio, ela respondeu que sim e se lembrou da primeira vez que entrou em seu carro, na porta do prédio.



“O que acontece com aquele prédio? Por que todo mundo mora lá?”



Almoçaram como bons amigos e andaram de mãos dadas.



Conforme a hora de partir se aproximava, as perguntas sem resposta se alternavam às lágrimas, ora dele, ora dela.



O silêncio no caminho, como escolher a última música?



O último atraso, as mãos dela na perna dele, pedindo pra que ficasse calmo.



“Não, eu não sei se estou fazendo a coisa certa”.



“Por favor, fale alguma coisa, ainda que não seja o que está pensando”. Era o medo de esquecer sua voz.



E na pressa, de novo, não souberam se despedir e durante toda a viagem ela pensou naquele depoimento escondido:

“E não é que a gente não sabe se despedir... Acho que é uma questão de incapacidade mesmo, de simplesmente não conseguir dizer adeus.
E outra: não quero ter que me despedir... Nunca...

No máximo dizer boa noite, sabendo que você vai estar ali, pertinho, quando acordar...”



Agora ela diz boa noite para uma foto, e até acaricia seu rosto.



Não tem mais aquele quarto, naquele apartamento, no prédio onde todos moram, pra ela poder se jogar na cama sentindo o cheiro dele e lembrar de cada vez em que lá ficaram por dias. E permanecer lá, por dias. Até essa dor passar.



Ainda não veio também a coragem de reler as cartas. Não há mais o que fazer a não ser pensar em tudo (de certo e de errado) e engolir o que queria dizer.



E pedir para que fique bem.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

contra

Sem vergonha alguma, admito que torci pra perder o vôo.
Não pra voltar atrás na decisão.
Só pra ter o abraço quando souber amanhã... pelo sim ou pelo não.
Durante todas as etapas, me concentrei no abraço... me levantando do chão.

Deu tempo, então procuro o restinho de cheiro no travesseiro.

sábado, 3 de julho de 2010

Dizem que uma vez surgiu esse velho nessa cidade e que ele já era assim: velho.
Nunca ninguém o viu novo. Até viram, por foto, tão velha que então dava na mesma, ele era velho.

Dizem que ele tinha dois nomes, mas o conheciam mesmo era pelo sobrenome. Uma coisa nem tão estranha se parasse para avaliar a figura em que ele se apresentava. Bem estranho.

Dizem que ele era amigo do rio. Amigo de vários rios, na verdade. E diz que antes de sumir ele foi visitar o rio.
O que ele disse? Não faço a menor idéia, mas a voz dele ainda toca em meus ouvidos igualzinho como quando antes de sumir. Primeiro a voz, depois o velho.

Às vezes é tão claro que parece estar logo ali. Tenho medo de esquecer essa voz. Essa e uma outra.

Eu acho que o velho é aquele bolinho de estrelas mais claro no verão.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

julho

Em São Paulo de novo para a última etapa da Riachuelo. Confiante de que a parte boa de tudo que aconteceu ultimamente está por vir.
Com vontade absurda de ir pra Ilha dar uma desligada, mas ainda não tenho previsões, já que dependo do Mimão.
Me preparando mais uma vez pra apresentação e entrevista, com aquela ansiedade básica. Frio na barriga, Dor de barriga.

Neste momento, estou invejando o sono dele. Tão tranquilo. Tão cansado.
Acho que de mim também...

Passamos alguns muitos dias juntos por aqui, mas parece que não foram bons. O que me faz lembrar com pesar do Julho passado, quando tudo o que queria era ficar comigo, o tempo todo. Quando uma semana longe era o que sufocava.
Não entendo.
Se for um vento ruim, que desvie ligeiro. Está pesado.