sexta-feira, 10 de agosto de 2012

eu confesso.

Você me confessou uma saudade. Pequenina, mas confessou.
E como não retribuí me perguntou se eu também...
Se eu também?
Confessei meio como se não tivesse importância e a verdade é que morro de saudade.
Mas morro mesmo. Um pouquinho a cada dia.

Ela era menor quando não fazia mais idéia de como era a sua voz, o seu cheiro, o seu gosto, o seu toque.

Todas as saudades doem. Não quero menosprezar nenhuma.
Mas tem aquela saudade consentida, que por mais que traga a falta, traz a certeza de um logo.

Saudade pior é aquela de não saber.

Não saber se ainda estrala as costas daquele jeito. Não saber se ainda usa as roupas que eu dei. Não saber se ainda tem as nossas fotos. Não saber se relê as minhas cartas. Não saber se ainda sorri de lado e se marcou a terapeuta. Não saber que cigarro você fuma, nem se ainda usa aquele perfume que às vezes sinto em outro e me aperta o coração.

É não saber também o que fazer com os pensamentos, com os dias, com as lágrimas, com aquela música que faz lembrar.

É não querer saber. Se está com alguém, se está feliz, se ela é bonita.

Mas é querer saber se ainda me ama.

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